Moçambique Projeto

Uma verdadeira e transformadora história…

Em fevereiro de 2005 sonhos foram além de continentes para iniciar um projeto empolgante, que sob circunstâncias incríveis, resultaram na chegada de quatro cavalos no orfanato Iris em Pemba, Moçambique – como um presente.

A crença era que um presente como o de um cavalo pudesse causar um impacto profundo em vidas de um jeito nunca imaginado- mesmo em uma vida com um passado desastroso.

A fundadora do 'Kingdom Horse' Ingela Larsson tem um desejo em seu coração de ser parte na mudança da vida de pobres.

Um orfanato em Moçambique, um dos mais pobres do país atualmente, tinha particularmente estado em seu coração. Naquele tempo, um negócio de sucesso e seus muito amados cavalos demandaram sua total atenção, se envolver pessoalmente com órfãos em outro país parecia impossível sem abandonar tudo em sua casa.

Em outro continente, os fundadores deste mesmo orfanato, estavam sonhando em trazer cavalos para fazer parte da rotina das crianças enquanto procuram reestabelecer o amor em suas vidas arruinadas.

Heidi e Rolland Baker dos ministérios Iris tem sido grandes instrumentos em abrigar milhares de órfãos, abandonados e crianças que foram abusadas. Duzentas das crianças mais emocionalmente danificadas vivem em Pemba.

Em um dia lindo no mar do Caribe, através de um encontro divinamente orquestrado, Ingela e os Bakers se esbarraram e duas visões se tornaram uma só.

Na Inglaterra, Kingdom Horse fundou a instituição de caridade “Cavalos para Moçambique” as an opportunity for others to get involved in reaching out to the children of Mozambique.

Através da equitação natural, o projeto ‘Cavalos para Moçambique’ buscou promover a reabilitação e prover as criaças com oportunidades para crescer e desenvolver mentalmente e emocionalmente o pura e verdadeiro relacionamento que cavalos oferecem.

Para realizar esse desafiante projeto e ver o sonho se tornar realidade- era preciso mais que esforço e determinação humanos. Deus tinha de intervir com milagres a cada passo do caminho.

Depois de viajar a Pemba e construir as facilidades requeridas, foi separado um tempo para treinar um missionário da Iris em equitação para liderar o projeto uma vez estabelecido. Enquanto isso de volta ao Reino Unido, a procura por um segundo manuseador de cavalos de tempo integral que tivesse a intenção de então treinar indígenas para manter esse projeto.

A equipe inicial foi para Pemba como uma equipe de solo, para pesquisar sobre a terra e para construir facilidades que seriam preciso para manter os cavalos.

Era um longo processo como as únicas ferramentas que tinham disponíveis consistiam em um pequeno rolo de barbante, uma fita de medida e um canivete suíço. Ingela, Madlene e Heather foram direto ao trabalho juntamente com uma equipe de homens de Mozambique que foram orientados a construir algo maior, melhor e mais alinhados que a maioria das coisas em Mozambique—para um animal que nunca tinham visto. Com 120 graus de extremo calor e uma barreira linguística extensiva, muito trabalho estava por vir. Depois de cavar setenta buracos de dois pés de profundidade e adicionar postes de bambu de 10 pés de altura amarrados, a construção começou a se assemelhar em algo como um redondel, cercado por um paddock.

O que veio como uma surpresa para a equipe foi que o desejo de Heidi para as crianças era de conseguir um cavalo para o orfanato no natal. Depois de 10 meses sendo mal sucedidos em achar um único cavalo para comprar ou importar, eles agora tinham menos de três semanas para realizar algo que parecia impossível. A decisão foi feita de achar um jeito de se construir um trailer para cavalos, pela fé que esse misterioso animal apareceria em breve em algum lugar e precisaria ser transportado. Frank, um homem local de Pemba, originalmente da África do sul, determinado que poderia ajudar foi diretamente ao trabalho, soldando canos de aço para formar a moldura em cima de um dos caminhões da Iris que carregam pessoas de quatro toneladas.

Enquanto a construção continuava e obstáculos diários eram vencidos, a busca por um cavalo continuava. Telefonemas, reuniões e viagens à lugares estranhos para em tudo implorar para que alguém vendesse seu cavalo, resultaram em nada. Não havia nada mais a fazer a não ser continuar orando.

Em um dia especial que a equipe estava especialmente desencorajada, um milagre aconteceu. Um dos primeiros garotos que os Bakers tinham regatado de 12 anos atrás,sentiu a falta de ânimo da equipe e para encorajá-los, ele cantou uma canção profética sobre eles. “Deus proverá um cavalo…” Dentro de alguns instantes após ele guardar seu violão, chegou um telefonema dizendo que alguém queria emprestar seu cavalo. Deus havia escutado do céu.

Ben, um chestnut gelding muito amável e gentil estava prestes a embarcar em uma jornada bem longa e interessante através do país.

Pouco depois da meia noite em Pemba, a equipe tinha o recém terminado trailer carregado e pronto para ir. Uma viagem de 10 horas sobre estradas inimagináveis estavam por vir. Depois de chegar a uma fazenda em Nampula, Ingela preparou Ben por algumas horas para que fosse possível colocá-lo no trailer.

O embarque do cavalo e a volta no caminhão fez uma viagem de volta para casa árdua para a equipe, desviando de buracos enormes no que supostamente seria uma estrada. Eles chegaram de volta a base em cerca das 5 da manhã com apenas um pequeno acidente para trás.

As crianças vieram correndo para ver a coisa da qual falavam por semanas- um cavalo! Ou era um cachorro muito grande? Uma das primeiras perguntas das crianças foi “Quanta comida esse cachorro grande come?”. Havia uma pequena preocupação sobre o fato de que Ben não beberia a água com gosto diferente em Pemba, mas as crianças oraram por ele e ele começou a beber. Ben ficou com as crianças por mais de 5 semanas antes de retornar ao seu dono. Foi um excelente treino para as crianças verem exatamente como seria a vida com um cavalo.

Em abril de 2006 a equipe do Kingdom Horse voou para a África do Sul à procura de um cavalo adequado para crianças para comprar. Puxando conversa casualmente no dezembro anterior com Frank, eles acharam a solução perfeita. Uma família cristã, com três filhos incríveis que não somente tinham um coração voltado para os pobres mas também tinham experiência na reprodução de Boerperd, uma raça africana indígena resistente, destemida e versátil.

Os Alberts eram incríveis. Não só nos acolheram em sua casa e nos ajudaram a selecionar os cavalos certos, eles ainda organizaram uma demonstração de caridade em sua fazenda para ajudar a arrecadar dinheiro para o projeto.Para acrescentar, Ben Alberts e seu filho dispostamente ofereceu para fazer a viagem traiçoeira de 3.500 milhas da África do Sul passando por Moçambique até Pemba. O primeiro obstáculo foi passar os cavalos através da fronteira e depois de muita oração e discussões, os papeis importantes foram assinados e os cavalos foram capazes de ir por 6 semanas em quarentena em Maputo.

Em Junho, Ben Alberts, um mecânico amigo e o filho de Ben, Christian, embarcaram numa jornada de uma vida inteira. Trinta horas seguidas dirigindo em estradas extremamente pobres (era uma estrada?) e três colapsos pelo caminho, fizeram a viagem muito empolgante e cansativa, mas graças a sua perseverança e vários milagres, todos chegaram seguros!

Ingela voou diretamente à Pemba para receber os cavalos e certificar que a transição fosse suave. Ela gastou três semanas ali e o novo amigo de quarto pernas das crianças se estabeleceu muito bem. Ingela gastou tempo trabalhando e dando instruções às crianças e missionários que foram responsáveis pelo projeto. Depois de alguns diasde trabalho no solo com os cavalos, as crianças foram capazes de começar a cavalgar.

A única coisa faltando agora era uma pessoa indígena para se interessar nos cavalos, um interesse real que não se perderia depois de uma empolgação inicial. Um jovem homem de Moçambique surgiu rapidamente. Seu nome era Ado e ele amava os cavalos desde o primeiro momento que os viu. Sendo altamente auto-motivador e apesar da barreira de linguagem , ele rapidamente aprendeu da equipe Kingdom Horse a como cuidardos cavalos. Isso envolvia manter o paddock limpo, as cercas em boas condições, tratar dos cavalos, alimentá-los, preparar o feno, aparar os pés e fazer a vacinação. Claro que entender como cavalos pensam, sentem e veem o mundo era uma grande parte do treinamento de Ado também. Por causa de seu coração enorme pelas crianças, foi um passo natural para ele compartilhar o que ele havia aprendido e demonstrar o que ele estava aprendendo sobre equitação.

Através da construção de um relacionamento com o cavalo, as crianças cresciam em confiança, melhoravam sua comunicação, trabalho em equipe e habilidades de liderar e agora os cavalos tem realmente se tornado uma enriquecedora parte de suas vidas. Miriam Kirk e Laura Hauser foram as duas primeiras missionárias a coordenar o projeto de cavalos. Desde que os cavalos chegaram, elas estabeleceram uma rotina para cuidar e supervisionar cada um dos quatro cavalos. Elas programaram especificamente para que as crianças ajudassem e assim aumentassem suas habilidades em equitação. Para acrescentar, elas mesmas estão trilhando suas jornadas com os cavalos.

Dezembro de 2006 trouxe um marco de 6 meses para a vida dos cavalos em Pemba. Ingela, Vicky e Heather viajaram à Moçambique para ver como as coisas estavam progredindo, checaram a saúde dos cavalos e deram instruções mais avançadas de equitação. A equipe estava satisfeita com o que encontraram, os cavalos pareciam fantásticos! Todos os dias as crianças vinham interagir com os cavalos e para se divertirem brincando com eles. Uma vez que tudo estava seguro, a montaria começava.

Inicialmente a equipe desenvolveu jogos envolvendo todas as crianças, com os mais velhos liderando e todos revezando sua vez de cavalgar. Isso começou em marchas, a medida que cresciam em confiança, se divertiam cavalgando rápido e mais rápido. Era incrível ver como a confiança deles havia crescido em um período tão curto. Muitas crianças queriam cavalgar todos os dias e os mais velhos, que estavam progredindo rápido, queriam cavalgar por bem mais tempo e desacompanhados. Depois da primeira semana, alguns dos mais velhos avançaram a cavalgar ao redor da base desacompanhados em marcha, trotes e galopes brandos. Era tão maravilhoso os ver tendo tamanha diversão com sorrisos de orelha a orelha. As crianças estavam indo tão bem com sua montaria que foram convidadas para participar de uma grande parada governamental em Pemba. Pelo fim da viagem da equipe, as crianças tinham sorrisos largos em seus rostos e estavam galopando ao redor dos cavalos, como se houvessem cavalgado por toda suas vidas.

Nós gostaríamos de agradecer a todos que tem doado a esse projeto de qualquer forma. Tantos tem derramado dinheiro, equipamento, tempo, pensamentos, ideias e muito mais nesse projeto. Vocês tem nos ajudado a fazer o sonho se tornar realidadepara essas criançasque agora são as únicas crianças em Pemba, Moçambique a ter cavalos.

Aqueles de nós que tem cavalos em nossas vidas sabemos o quão afortunados somos por tê-los como nossos companheiros e do jeito em que nos ajudam a escapar das pressões da vida. Imagine quanto mais essas crianças valorizam essa oportunidade de se afastar do seu passado e aproveitar a grande e simples alegria de um relacionamento sem complicações que um cavalo oferece.

Após do projeto ser terminado com sucesso, Kingdom Horse continuou a apoiar o 'Cavalos para Moçambique' projetado por equips que são enviadas e recursos para mais dois anos depois de que os cavalos ali chegaram, ainda ministérios Iris foi capaz de operar e sustentar o sonho independentemente.

Ajude vítimas se recuperando da pobreza, doenças e abusos. Juntos podemos fazer a diferença.

'Cavalos para Moçambique' é parte dos Torchbearers Trust ( Fundo portadores de tochas), registrado fundo de caridade no. 1000113


Testimony: Judah

As crianças em Iris amam dar comida com suas mãos aos seus amigos equinos através da cerca. Até mesmo os menores oferecem suas forças pra levanter o redondel ou carregar a água. Algumas das crianças mais velhas têm esperimentado a mais recente alegria brincando com os cavalos, mas todos esperam ansiosos para montar os pôneis guiados pelos missionários.

Judah é uma de várias crianças que encontraram um lar em Iris Ministries em Pemba. Porém, ele não vai a escola com as outras crianças e não conversa muito ou brinca com elas. Ele prefere se sentar sozinho e observar o tempo passar. Judah também gosta de criar brinquedos bem feitos a partir de miudezas que ele encontra no chão. Algumas das crianças tem dificuldade em tratá-lo como seus outros amigos. Eles imaginam porque Judah é diferente. Imaginamos que Judah possa ter tendências autistas.

Raramente vemos um sorriso em seu rosto maior que um tremor de interação social em seus olhos. Ele sempre pareceu viver longe, em um mundo confuso. Então, um dia pedimos a Deus que os céus interviessem por ele. Assim que orávamos começamos a ver um alivio e que a tormenta dentro dele o deixava. Esse foi o dia em que mudamos seu nome para Judah Israel. Agora adoramos ver belos sorrisos em seu rosto. Ele é um verdadeiro milagre.

Existem duas coisas que facilmente o fazem sorrir ou lhe dá uma risadinha espontanea. Uma é gentilmente saudá-lo dando um sincere beijo em sua testa, a outra é uma visita aos cavalos. Judah ama essas fortes e belas criaturas que recentemente descobriu, e demonstra um pequeno medo. Vemos que mesmo com suas limitações, ele é natural com os cavalos.

Uma mão normalmente é curvada, então colocamos a vara com um cenoura na outra e o ajudamos a manobrar através do jogo amigável. Depois ele tenta fazer sozinho, e mesmo um pouco desajeitado, ele demonstra um surpreendente toque sensível. O cavalo parece sentir suas necessidades especiais e responde de acordo. Outro dia ele simplesmente levantou uma mão e Piet respeitosamente parou de avançar em sua direção.

Judah adora sentar perto do paddock e assistir os cavalos ou ainda melhor, ser convidado para o redondel e passer um tempo com seus novos amigos. Isso parece ser um tipo de refúgio para ele, e um lugar que possa deixar suas preocupações criarem asas. O assistindo outro dia, ele cochilou; a imagem perfeita de paz e confiança no meio de um sussuro de amor, liberdade e liderança.